As 10 Etapas para Perdoar ( Aos Outros e a Si Mesmo)

 

 

 

Li, recentemente, um livro chamado Auto Perdão - O Aprendizado Necessário, de Rossandro Klinjey, da Editora Feego.

 

 

Perdoar é um ato de amor, ao outro e a si mesmo. É complexo, mas extremamente libertador (liberta a dor). É um processo de aprimoramento pessoal, uma escolha. O ressentimento (re-sentir, sentir novamente) é comparado à uma situação citada no livro: alguém vomita em você no ônibus. Então, você guarda aquele vômito em um saco plástico. À noite, na hora do jantar, mostra o saco de vômito para todos. E faz isso todos os dias, nas mais diversas situações. É lixo emocional que acaba com sua paz interior por completo, atrai más energias e situações desagradáveis para a sua Vida, além de ocasionar doenças físicas e psicológicas. Por isso, é tão importante perdoar pelo amor e não pela dor. 

Perdoar é difícil porque está ligado aos sentimentos de orgulho e vaidade pessoal: não podemos julgar alguém sem, antes, nos colocar no lugar dele. Porém, se pensarmos que alguém errou e errou feio, esse erro é do outro! Não nos pertence. Ele que arcará com isso por meio da Lei de Causa e Efeito. Se o problema não é seu, não tem por que não perdoar. Seria como segurar um fardo ou um sofrimento que não é seu!

No caso do auto perdão, o julgamento nefasto sobre si mesmo dificulta a transformação pessoal porque a pessoa não se acha merecedora da felicidade, atrapalha o auxílio espiritual, sabota-se, faz de tudo para as coisas darem errado… tudo porque ainda não se perdoou. Ela precisa de reeducação, não de punição.

Não podemos deixar de falar que a sociedade pós-moderna nos incita ao lixo emocional. Pelas redes sociais: pesquisas mostram que 83% das pessoas do seu Facebook estão te emanando energias deletérias, afinal, a maioria das relações é fake assim como o estilo de vida “feliz e perfeito” que é mostrado no perfil. Pela televisão e outros veículos de comunicação, somos bombardeados por histórias e fatos tristes que vão se acumulando no coração e na mente, podendo até causar transtornos de ansiedade. Comece por não alimentar essa negatividade e não participar deste circuito, para se manter em um nível energético elevado e atuar na sua reforma íntima, que inclui o perdão.

O lar (de onde veio e onde mora atualmente) é o lugar onde mais somos compelidos a perdoar. Com o tempo, perdemos a delicadeza e as relações desandam. No lar estão os nossos mais poderosos professores da alma. Quanto aos pais, por mais que eles não se mostrem merecedores, honre-os, perdoe-os. Por você também, por sua saúde, tente desenvolver a piedade filial. Lembre-se de que também são almas carentes de afeto e de Deus. Quanto ao casamento, os homens são bem menos perceptivos que as mulheres, as quais são bem observadoras e detalhistas. Tente entender essa diferença de naturezas que gera uma série de conflitos. Dialogue com calma. Fale, mas escute. Não faça piadas sem graça a respeito do parceiro, não o desabone na frente de outras pessoas, não durma sem pedir desculpas, debata coisas mal resolvidas e por aí vai. E se ele os fizer, fale calmamente que este tipo de atitude a desagrada. Caridade começa em casa.

É necessário o exercício da tolerância. Perdão é um processo. Vamos às etapas:

1) Ame-se. Quem não ama a si mesmo, não sabe amar os outros. Quem não ama os outros (aos quais consegue ver), não consegue amar a Deus (a Quem não consegue ver). Sem conexão com a Espiritualidade, a fé e a esperança ficam abaladas e o aprendizado de perdoar aos outros e a si mesmo também.

2) Brigue consigo mesma se tiver pensamentos negativos. Substitua, imediatamente, por     positivos. Não se coloque no lugar de vítima, nem espere demais dos outros. As pessoas dão aquilo que têm e não podemos achar que nos devem algo. A mágoa existe ou não dependendo de como reagimos aos fatos. 

3) Quando se trata de uma das tarefas mais difíceis (perdoar) – e mais necessárias para a felicidade do ser humano na Terra – é fácil falar. Complexo realizar. Mas entendamos: o corpo não consegue sentir felicidade e dor ao mesmo tempo. A melhor forma de atrair a felicidade é agradecer a tudo que temos, inclusive aos desafios impostos que nos fazem engrandecer em espírito, especialmente a quem nos feriu. Ele está nos ensinando algo e, lá na frente, com autoconhecimento e amor, é que conseguiremos enxergar a lição.

4) Umas das primeiras etapas implica em não revidar a ofensa recebida com atitudes ou verbalmente. Assim, acontece uma neutralização da vibração energética e uma interrupção do clima de antagonismo antes existente com relação ao desafeto.

5) Cuide de si mesmo, dos seus sentimentos, a fim de não permitir que aquele mal estar do passado perpetue-se em seu coração ao longo do tempo, provocando a repetição da dor relacionada ao evento, fonte de ressentimento.

6) Você pode ter de perdoar alguém e ter de chamar a polícia para prendê-lo. Perdoar não é ser passivo com o que é mau ou prejudica você ou a muitas pessoas. Perdoar, no mais severo dos casos, não é negligenciar a Justiça.

7) Perdão é unilateral. Se você perdoou de fato, mas a outra pessoa prefere permanecer ressentida, é um problema unicamente dela. Nós nos libertamos do evento! Quem consegue agradar a todos?

8) Perdoar também não significa que temos de voltar a confiar na pessoa ou voltar a conviver com ela, caso esta já tenha dado sinais de que não é de confiança e/ou que é mau caráter. Isso seria ingenuidade demais. Temos de nos distanciar, saudavelmente, dela e também da emoção do rancor. Mas se a pessoa, realmente, modificou, reconhecendo o erro e modificando a conduta, não há por que não se reaproximar.

9) Perdoar não é esquecer. Somos humanos e sentimos dor em eventos negativos. É um processo de construção constante em nossas vidas. É até lembrar, mas sem ressentimento. Senão, essas mesmas situações ruins tendem a se repetir em nossas vidas, como se estivéssemos apontando para Deus: “Eu ainda não entendi! Repete!”. Ele nos atende até que tenhamos compreendido o propósito da experiência vivida.

10) Por último, todos sabemos que não perdoar gera mágoa, que provoca angústias e sofrimentos, condição que jamais nos fará experimentar paz íntima. Em relação às pessoas, o ciclo do perdão se fecha quando você consegue, depois de todo este processo, pensar na pessoa com carinho, torcer pela felicidade dela. Quanto a nós, perdoar a si não é desculpa irresponsável. É saber nos aceitar como somos, amadurecer e crescer. Saber que somos humanos, não somos perfeitos, superar e não ficarmos presos ao passado. Ter conhecimento de que, hoje, você sabe muito mais do que sabia antes. E saberá mais ainda amanhã e depois…

Entendamos que nossa mente provoca certas sensações, às vezes, dolorosas, para despertar na direção de mudar nosso comportamento. Senão, continuaríamos errando incessantemente e o sentido da VIDA é evoluirmos como espírito. (Treinando uma vez por dia a partir de hoje! Oração do Perdão: clique aqui!).

Perdoe, ame. Esse é o único caminho para a felicidade e paz interior.

“Você quer ser feliz por um momento? Vingue-se. Quer ser feliz por uma vida inteira? Perdoe. (Tertuliano).

“Para recebermos perdão, temos de concedê-lo antes”

“Sua vida mudou? As coisas estão mais difíceis? Parabéns, você mudou de FASE” (em analogia aos jogos de vídeo-game). 

Com amor e gratidão,

Equipe Curando Sua Vida